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Com o aumento das importações, que vêm se consolidando em face da instabilidade no mercado internacional e a forte valorização do real em relação ao dólar, cresce entre os empresários do setor industrial
brasileiro a preocupação quanto a manutenção dos índices de crescimento alcançado nos últimos 12 meses.Além disso, e para agravar o quadro, essa inflação latente, que insiste em se manter flutuando ameaçadoramente acima dos 6%, faz com que os preços dos produtos manufaturados e os insumos fiquem pouco competitivos em relação aos importados.
Enquanto isso, a lentidão do governo em tomar medidas que possibilitem uma melhor competitividade da industria nacional, aumenta a preocupação dos executivos quanto ao futuro, levando a uma natural tendência para a revisão dos planos e projetos de investimentos, quase sempre montados no período de euforia com a aceleração que vinha ocorrendo até meados do ano anterior.
Essa tendência, observada em praticamente todos os segmentos econômicos (papel e celulose, alimentos, bebidas, têxteis, calçados, máquinas e equipamentos) torna-se mais acentuada no setor de veículos automotores, responsável por uma absorção de mão de obra das mais representativas e atuantes no mercado de trabalho.
Mesmo aumentado as exportações em quase 25% nos primeiros meses deste ano, o segmento de autopeças, por exemplo, sofre com a entrada de importados, onde as compras externas alcançaram, no mesmo período, o índice recorde de quase 900%, o que levou a um déficit em valores de cerca de US$ 1.5 bilhão.
Já está passando da hora de o governo se movimentar para criar incentivos para as empresas nacionais, não só desonerando a folha de pagamentos, mas buscando estimular a qualificação profissional, a fim de que o quadro não se agrave ainda mais.
Se isso não acontecer depressa, vamos voltar a conviver, no mínimo, com uma preocupante onda de desaquecimento e desemprego , em diversos setores da economia.
E vem chegando a hora das negociações dos metalúrgicos, o que pode representar uma dificuldade a mais para os sindicatos conseguirem obter os melhores reajustes salariais para a categoria.
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