6 hábitos tóxicos que destroem sua paz mental

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5 lições que os administradores precisam aprender com os humoristas
27/04/2015

Na mitologia grega, o deus Hipnos tinha poder para emanar um som cujos traços eram capazes de adormecer qualquer criatura, aquietando-as perpetuamente com a glorificação do regenerador sono eterno. Assim, o flautista de vestes douradas e asas imponentes era reverenciado e admirado por todos os seres aflitos que viviam ao seu redor.

No submundo, muito além do seu colossal palácio, havia o estrondoso rio Lete: cujas águas faziam os homens perderem suas memórias, caindo deleitadamente na amnésia profunda do esquecimento para restaurarem suas consciências e extirparem para sempre suas nocivas transgressões. Neste lugar, Hades governava com furor e os mortos tinham sua justa punição, de acordo com suas peculiares escolhas no decorrer de suas curtas e entusiasmantes existências.

Nesse reino sombrio, esplendente, maligno e encantador, encontramos um fato extremamente importante para compreendermos a essência de todas as coisas, a saber: nossas decisões têm soberania absoluta sobre o nosso futuro, de sorte que as alternativas que nossas mãos apalpam refletirão com exatidão aquilo que contemplaremos no porvir. Usando letras heterogêneas, o que quero defender é o seguinte: você tem fielmente a vida que escolheu ter, tendo em vista que sua personalidade, seu caráter e suas ações foram obras edificadas por seus desejos e pensamentos, que optaram em ser o que definitivamente você se tornou na presente data.

Pense comigo: a lei da colheita é uma verdade inquestionável, haja vista que em inúmeros eventos somos galardoados ou castigados pelas forças superiores que observam com altivez nossas estimadas atitudes, fomentando uma permuta contínua de vitória ou derrota dependendo única e exclusivamente das nossas referidas inclinações. Desta forma, esse fato precisa ser valorizado e ampliado para que saibamos nos portar prudentemente diante dessas portentosas preferências.

Ora, e se essa é a atmosfera encontrada, devemos imediatamente moldar nossas opções para que elas se transformem em uma doce joia no tabuleiro do amanhã, objetivando fazer o nosso entendimento ser perfeitamente coruscante e belo, evitando adversidades desnecessárias causadas por cenários penosos e flagelados – que um raciocínio errado poderia instintivamente criar -.

Certamente, essa constatação representa irretocavelmente a sublimidade das variáveis do nosso universo: por numerosas ocasiões somos ceifados por ilusões que estão no nosso círculo ocular, derramando o cálice da cólera diretamente nas nossas cordas vocais sem que possamos interpretar o funesto sabor. Assim, sem poder gozar de um paladar aguçado e aprimorado, ficamos impossibilitados de degustar os alimentos que são postos na mesa habitual de nossas vivências, o que faz com que provemos comidas saudáveis e danosas simultaneamente, punindo nossos estômagos com produtos nutritivos ou nefastos, dependendo da nossa sorte em dar a “garfada certa” na crucialidade ínfima desses momentos.

Conhecendo um pouco desse campo, resolvi elencar alguns hábitos que oprimem a aura humana e a fazem definhar, de modo a não permitirmos jamais que eles integrem a nossa história. Veja:

1 – Viver sem progresso: um homem sem perspectivas de evolução é semelhante a uma flor sem odor, isto é, ela pode até ser bela e formosa, contudo não conseguirá jamais exalar essa essência pura e santa nas mãos de seus fies admiradores. Com toda certeza, a entidade humana é movida a desafios e a recompensas, dado que ninguém consegue viver estagnado na monotonia de vislumbrar as mesmas coisas perpetuamente (em uma repetição longamente chata).

É impreterível haver terremotos, tsunamis e furações para que o painel seja transmudado e embaralhado, fazendo o individuo se sentir motivado para encontrar as peças necessárias para remonta-lo, usando seu raio criativo e sua magnificente arca inovadora para unir artisticamente as partes que se perderam.

2 – Negligenciar o poder da liberdade: excesso de trabalho e estudo – sem estabelecimento de critérios, comportamento sedentário (sem exercícios físicos e mentais), falta de alegria nas atividades do dia a dia (angústia constante e ininterrupta), acúmulo de vícios (tabagismo, alcoolismo, etc…) e ações repetitivas (somatório de condutas opressivas) são ações que acorrentam a alma e escravizam o ser, transformando sua existência em um ninho pernicioso e alienador. Obviamente, a liberdade de executar tarefas jubilosas e ufanas é um elemento obrigatório para que o individuo possa encontrar o caminho da felicidade em sua caminhada pelo globo, materializando alcançar o conforto de ser completo no agrupamento de suas atividades cotidianas.

3 – Fazer da ansiedade um mágico atributo: seguramente, a antecipação e a pró-atividade são duas grandes aptidões, contudo muitas pessoas se autossabotam por não saber como gerenciá-las de maneira efetiva. Sem dúvidas, é necessário fomentar um equilíbrio entre a produtividade e a paciência, de modo que a criatura humana possa ser eficiente sem romper a corda da sua serenidade emocional, fazendo com que sua vida seja prazerosa e reconfortante ao mesmo tempo em que ela atinge com maestria suas metas pessoais e profissionais.

4 – Viver uma busca eterna pela “ostentação”: a vida é muito mais do que acumular riquezas e condecorações. Na verdade, as pessoas mais realizadas do universo são exatamente aquelas que não enxergam suas existências como um grande campeonato, mas sim como uma esfera de aperfeiçoamento total na infindável busca por potencializar suas virtudes e qualidades morais.

Infelizmente, algumas criaturas se destroem constantemente por invejarem o que as outras construíram ao seu redor, sentindo-se fracassadas pelo extraordinário fato de sentirem “menores” no cenário social se comparadas às outras (consideradas “bem-sucedidas”). Por isso, sempre guardo na mente e no coração as palavras sumptuosas de Charles Chaplin: “Não se mede o valor de um homem pelas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza de seus ideais.”

5 – Conviver com pessoas desalmadas: estabelecer relacionamentos com seres desmotivados, pessimistas, chatos e aborrecidos faz qualquer pessoa do mundo ficar amargurada e destemperada com a vida. Na realidade, pessoas emocionalmente inteligentes se cercam sempre de gente reluzente, que satisfazem a alma alheia com a multiplicação absoluta da felicidade compartilhada.

Pessoas mentirosas, invejosas, ingratas, soberbas, desagregadoras, enraivecidas, desafeiçoadas e fofoqueiras devem ser desprezadas sem titubeio, pois produzem resquícios tóxicos que afetam veementemente e agressivamente a psique daqueles que rodeiam o quintal de suas casas.

Portanto, saber discernir e separar o “joio do trigo” é uma missão fundamental para a criação de um ambiente social digno e regozijante, pronto para receber um ente sábio que soube se cercar de gente honrada e positivada.

6– Cultivar maus pensamentos: criar reflexões ruins é a melhor forma de atrair desgraças, pois a imaginação se torna uma coisa concreta na cabeça daquele que crê em sua tangibilidade. Em outras palavras, se um ser humano cristaliza ideias negativas, ele estabelece consequentemente um juízo sabotador que destrói suas qualidades interiores, fazendo com que coisas inexistentes passem a existir, perturbando-o recorrentemente pela dificuldade de distinguir a ficção da realidade, a fantasia da legitimidade e a veleidade da veracidade.

Certamente, o otimismo é uma estupenda virtude: capaz de transformar refratários problemas em jubilosas soluções, conjecturando gerar um ambiente de pleno contentamento e genuína satisfação que propiciará a criação de um núcleo piamente sólido para que seu habitador tenha total plenitude em suas passadas pelo mapa.

Isto posto, o bom humor e as ideias esperançosas devem sempre cercar a vida do homem contemporâneo para que ele consiga ter uma consciência limpa e serenizada, livre completamente da negatividade e das suas terríveis e inigualáveis ramificações.

A sublime arte de rir está em falta no nosso mundo. As pessoas parecem perder gradualmente suas qualidades afetuosas e tudo parece caminhar para o individualismo absoluto, onde a união será trocada pelo acúmulo de itens “valiosos”. Que possamos mudar essa realidade por meio da alegria, da generosidade e da amizade, herdando comportamentos inteligentes e peculiarmente eficazes que permitirão completar nossa alma com a felicidade absoluta de apoiar e amar o semelhante.

Fonte: Artigo Pablo de Paula – administradores.com.br